A petroleira norte-americana Chevron prevê aportar mais de 7 bilhões de dólares na exploração petrolífera na Venezuela após formalizar um novo arranjo com o governo local para assegurar seus investimentos futuros. Com a meta de dobrar sua produção e atingir 600 mil barris diários em cinco anos, a companhia destaca a competitividade das operações no país, cujo custo de extração fica abaixo de 20 dólares por barril. Presente no território venezuelano há mais de cem anos — inclusive após a onda de nacionalizações em 2007 que afastou outras concorrentes —, a empresa registrou um aumento de 15% na sua produção acumulada este ano. Parte desse avanço decorre da sua fatia de 49% na Petroindependencia, que obteve permissão para atuar em duas áreas da Faixa do Orinoco, detentora das maiores reservas de bruto do planeta.
O presidente global da Chevron, Mark Wirth, atribuiu a viabilidade dos novos aportes ao suporte do Departamento de Energia dos Estados Unidos. Esse movimento de incentivo às petroleiras americanas ganhou força sob a gestão de Donald Trump, após o sequestro do ex-presidente Nicolás Maduro por autoridades norte-americanas em janeiro. Embora a Venezuela disponha do maior volume reservado de petróleo do mundo, a extração atual do país é de apenas 1,25 milhão de barris por dia, um patamar expressivamente inferior aos mais de 3 milhões de barris diários registrados há duas décadas.
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br
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