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PROTESTOS PELA EDUCAÇÃO NA ARGENTINA ACABAM EM CONFRONTO


Centenas de pessoas contrárias às políticas de austeridade adotadas pelo presidente argentino Javier Milei para a área da educação foram às ruas do centro de Buenos Aires nesta quinta-feira (15).



  Manaus, 17/10/2026


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PROTESTOS PELA EDUCAÇÃO NA ARGENTINA ACABAM EM CONFRONTO





Centenas de pessoas contrárias às políticas de austeridade adotadas pelo presidente argentino Javier Milei para a área da educação foram às ruas do centro de Buenos Aires nesta quinta-feira (15). O protesto terminou em confrontos entre manifestantes e policiais nas proximidades do Congresso Nacional.

 

O ato contou com a participação de estudantes, professores e pesquisadores, que cobravam a aplicação da Lei de Financiamento Universitário, aprovada pelo Parlamento argentino. Apesar da aprovação legislativa e de decisões judiciais contrárias à postura do governo, a medida ainda não havia sido implementada pela administração de Milei.

 

Segundo informações da agência Reuters, a manifestação foi encerrada antes do horário previsto em razão de episódios isolados de violência envolvendo as forças policiais, que deixaram pessoas feridas. Durante os confrontos, reitores, pesquisadores, docentes e funcionários técnicos foram atingidos pelo gás lacrimogêneo utilizado pelas autoridades.

 

A Universidade de Buenos Aires condenou os episódios de violência e ressaltou que os envolvidos nos confrontos não representavam o caráter pacífico da mobilização. A instituição também considerou desproporcional a atuação policial e defendeu que os responsáveis pelos atos sejam responsabilizados individualmente.

 

Com mais de 300 mil estudantes matriculados, a Universidade de Buenos Aires enfrenta uma defasagem salarial de 30% durante o governo Milei. Mobilizações com reivindicações semelhantes também foram registradas nas cidades de Rosário e Córdoba, ampliando a pressão contra as medidas adotadas pelo governo argentino para o setor educacional.

 

Antes do protesto, a Justiça argentina já havia acolhido uma ação coletiva e determinado o cumprimento imediato da Lei de Financiamento Universitário. Na decisão, o juiz federal Martín Cormick considerou inconstitucional o decreto utilizado por Milei, entendendo que ele funcionava como um veto sem respaldo legal e desrespeitava a maioria qualificada exigida no Congresso Nacional.

 

 

 

 

Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br


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