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PARCERIA ENTRE UEA E SES-AM EXPANDE ACESSO AO IMPLANON


Uma iniciativa conjunta entre a Universidade do Estado do Amazonas, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas e o Ministério da Saúde busca expandir o acesso das mulheres do estado a métodos contraceptivos, além de fortalecer as ações voltadas à saúde sexual e reprodutiva.



  Manaus, 04/06/2026


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PARCERIA ENTRE UEA E SES-AM EXPANDE ACESSO AO IMPLANON





Uma iniciativa conjunta entre a Universidade do Estado do Amazonas, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas e o Ministério da Saúde busca expandir o acesso das mulheres do estado a métodos contraceptivos, além de fortalecer as ações voltadas à saúde sexual e reprodutiva. Essa cooperação viabilizou a realização de uma oficina teórica e prática focada na qualificação para o uso do implante subdérmico contraceptivo na Atenção Primária à Saúde. O evento, que contou com o suporte do Núcleo de Apoio à Saúde Sexual e Reprodutiva da universidade, teve como meta preparar profissionais da capital e de cidades do interior para aplicar o método de longa duração conhecido como Implanon, aprimorando também o acolhimento e o diálogo com as pacientes.

 

A fase prática desse treinamento aconteceu entre os dias 1º e 3 de junho na Escola Superior de Ciências da Saúde da instituição de ensino. Ao longo desse período, 108 profissionais, entre médicos e enfermeiros atuantes em 36 localidades do Amazonas, incluindo municípios como Santo Antônio do Içá, Benjamin Constant e Beruri, receberam a capacitação. O planejamento do projeto prevê que essa formação seja expandida gradativamente para contemplar todas as 62 cidades do estado.

 

Complementando a iniciativa, o implante contraceptivo passou a integrar a cartela de serviços do Sistema Único de Saúde a partir de 2025, tendo como público-alvo prioritário as adolescentes e as pessoas em extrema vulnerabilidade social, a exemplo de mulheres que vivem em situação de rua. Para viabilizar a parte prática do treinamento dos profissionais, foram selecionadas voluntárias em idade reprodutiva que se enquadravam nesses critérios de vulnerabilidade, resultando na inserção de aproximadamente 324 dispositivos ao longo da capacitação.

 

Esse suporte pedagógico e técnico vem sendo conduzido pelo núcleo universitário desde novembro de 2025, sob a liderança das professoras Lihsieh Marrero e Milaine Gomes. Esta edição da oficina representou o terceiro ciclo de formação concluído pelo grupo, que já planeja a abertura de novas turmas em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas para dar continuidade às qualificações.

 

“A UEA tem um olhar especial para o interior. A gente sabe o quanto nós podemos colaborar com a formação desses profissionais para que as nossas mulheres tenham acesso ao Implanom, e com isso a gente reduz a mortalidade materna, a mortalidade neoatal, o número de gravidezes não intencionais. Essa é a nossa missão enquanto instituição formadora: contribuir para que eles sejam habilitados para a realização do procedimento. E que levem o acesso à saúde para população do interior”, disse a docente Lihsieh Marrero.

 

A relevância dessa cooperação institucional também foi enfatizada por Diana Lima, secretária executiva adjunta de Políticas de Saúde da SES-AM. Ao destacar o impacto positivo da união entre os órgãos, a gestora expressou seu agradecimento à Universidade do Estado do Amazonas pelo suporte e por ceder o espaço e a estrutura fundamentais para a execução das atividades. 

 

“Essa iniciativa vai proporcionar que os nossos profissionais dos 62 municípios do estado estejam habilitados e capacitados para fazer a inserção do implante nas mulheres dos seus territórios. Desde o ano passado, o Ministério da Saúde implantou essa política. O Implanon é recente dentro do planejamento reprodutivo. Temos mais uma oportunidade de contraceptivo para as nossas mulheres”, reforçou Diana Lima.

 

Desenvolvido especificamente como uma iniciativa de extensão universitária, o núcleo da UEA direciona seus esforços para oferecer serviços focados no aperfeiçoamento e na capacitação de profissionais que atuam nesse segmento. Na prática, os integrantes dessa equipe assumem a responsabilidade de liderar todo o processo formativo dos participantes, ministrando tanto os conceitos teóricos quanto as orientações práticas necessárias durante os treinamentos. 

 

 

Experiências

 

Uma das mulheres atendidas pela ação foi Thayana Lima, de 35 anos, que já é mãe de uma menina. Ela optou pelo procedimento com o intuito de prevenir uma nova gestação nos próximos três anos, tempo correspondente à validade e eficácia do dispositivo, permitindo que ela se dedique e priorize suas metas no âmbito profissional durante esse intervalo. 

 

“A experiência foi ótima, porque teve o acompanhamento de um profissional que já conhece o processo na prática. É uma equipe acolhedora que vai contribuir bastante nesse processo, principalmente para pessoas de baixa renda que precisam desses métodos e às vezes não têm condições”, reforçou.

 

A equipe encarregada pelo atendimento e monitoramento dessa voluntária contou com a participação da enfermeira Eduarda Rocha, que atua como coordenadora da Saúde da Mulher no município de Santo Antônio do Içá. Em sua visão, esse treinamento técnico configura uma excelente oportunidade para descentralizar e expandir o acesso da população feminina aos métodos contraceptivos de longa duração. 

 

“É uma coisa muito boa que a gente pode levar para o nosso município. Ofertar mais uma opção de contraceptivo para as mulheres e, também, ser multiplicador na nossa cidade, capacitando mais profissionais, mais médicos, mais enfermeiros, assim, dar uma qualidade melhor da saúde da mulher no município”, ressaltou.

 

 

Sobre o Implanon

 

O Implanon se destaca como um método anticoncepcional de alta eficácia e longa duração, sendo aplicado logo abaixo da pele do braço da paciente, onde atua de forma contínua por até três anos sem exigir manutenções periódicas. Uma vez encerrado esse tempo de validade, o bastonete precisa ser removido, abrindo a possibilidade de substituição imediata por um novo dispositivo na rede pública, caso seja a vontade da mulher, lembrando que a capacidade reprodutiva da paciente é restabelecida de forma rápida logo após a retirada.

 

Esse implante subdérmico integra o conjunto de alternativas de planejamento familiar disponibilizadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, que também abrange camisinhas masculinas e femininas, dispositivo intrauterino de cobre, anticoncepcionais injetáveis de aplicação mensal ou trimestral, pílulas de uso diário combinadas ou de progestagênio, anticoncepção de emergência, além dos procedimentos cirúrgicos de laqueadura e vasectomia. Vale ressaltar que, em meio a todas essas opções de prevenção a gravidez oferecidas pela rede pública, somente o uso dos preservativos tem a capacidade de proteger o organismo contra o contágio por Infecções Sexualmente Transmissíveis.

 

 

 

Fonte: www.uea.edu.br


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