Os preços da gasolina nos Estados Unidos atingiram marcas históricas para este período, superando a marca de US$ 4 por galão. O encarecimento dos combustíveis, impulsionado pelo conflito com o Irã, gera apreensão entre os republicanos devido ao impacto que o tema pode ter no eleitorado às vésperas das eleições de meio de mandato.
A alta coincide com o feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, data tradicionalmente marcada por uma grande movimentação de viagens rodoviárias, sendo uma das últimas oportunidades para aproveitar o fim do verão no Hemisfério Norte.
O valor médio nacional do combustível registrou cerca de US$ 4,15 por galão (medida norte-americana equivalente a aproximadamente 3,78 litros), quebrando o recorde anterior para este feriado, que vigorava desde 2012. Em comparação ao mesmo período do ano passado, a gasolina ficou quase US$ 1 mais cara por galão.
Analistas e reportagens de agências como a Reuters destacam que o preço dos combustíveis na bomba exerce forte influência direta na percepção dos eleitores norte-americanos sobre o desempenho da economia.
Preocupação
Essa conjuntura converteu-se em motivo de apreensão para o presidente Donald Trump e para o Partido Republicano, faltando menos de dois meses para as eleições legislativas de meio de mandato.
Nas últimas semanas, o mandatário norte-americano direcionou críticas às refinarias e aos comerciantes varejistas em razão dos reajustes praticados. No dia 14 do mês passado, ele defendeu ainda que a população estivesse disposta a arcar com um acréscimo pontual no valor dos combustíveis como medida necessária para conter o avanço do programa nuclear iraniano.
A disparada nos postos acompanhou a recuperação do petróleo bruto, cujas cotações voltaram a ultrapassar o patamar de US$ 90 o barril após o acirramento do confronto militar entre os Estados Unidos e o Irã.
Segundo informações da agência Reuters, os preços do óleo diesel e do combustível para aquecimento residencial também registraram altas expressivas, impulsionadas, em contrapartida, pelos impactos dos ataques ucranianos contra infraestruturas de refino na Rússia.
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br
|