Nesta sexta-feira, dia 10 de abril, o Hospital Delphina Rinaldi Aziz, em Manaus, recebeu cinco câmaras de Oxigenoterapia Hiperbárica, uma iniciativa viabilizada pelo governador interino Roberto Cidade. A inauguração marca um avanço histórico para a saúde pública do Amazonas, uma vez que é a primeira vez que essa modalidade de tratamento é disponibilizada em uma unidade estadual. O novo serviço é voltado especificamente para casos de infecções severas, queimaduras e feridas de difícil cicatrização, proporcionando um suporte essencial para pacientes que antes não contavam com essa tecnologia no sistema público.
O governador ressaltou a importância da modernização do hospital, enfatizando que o uso de aparelhos de ponta será decisivo para salvar vidas e oferecer um atendimento digno a pessoas com complicações de diabetes ou traumas graves. Acompanhado pela secretária de Saúde, Nayara Maksoud, e por parlamentares estaduais, Roberto Cidade reforçou que a medida traz mais esperança para a população dependente da rede pública. Com essa implementação, o estado fortalece sua capacidade de assistência em alta complexidade, utilizando uma técnica que otimiza a regeneração dos tecidos e potencializa a recuperação clínica de indivíduos em estado crítico diretamente pelo sistema estadual.
A introdução das câmaras hiperbáricas faz parte de um ciclo contínuo de investimentos promovidos pelo Governo do Amazonas desde 2019, focados na expansão física e tecnológica do sistema de saúde estadual. Nesse período, foram criados aproximadamente 900 novos leitos, um volume que equivale à construção de três unidades hospitalares do porte do Hospital Delphina Aziz. Esse fortalecimento da rede reflete o compromisso com a modernização das estruturas hospitalares e a adoção de soluções inovadoras para o atendimento à população.
O Hospital Delphina Aziz, em particular, consolidou sua posição como a principal referência em alta complexidade na região Norte ao atingir a marca de 360 leitos ativos. Além da capacidade de internação, a unidade abriga o mais avançado centro de diagnóstico regional, equipado com tecnologia de ponta que viabiliza exames de precisão e suporte a procedimentos médicos rigorosos. Esse desenvolvimento permitiu que o hospital se tornasse o maior polo de transplantes do Norte brasileiro, realizando mais de 300 procedimentos desde a retomada das atividades, abrangendo desde córneas até transplantes de fígado, rins e implantes cocleares.
Paralelamente às melhorias físicas, a gestão estadual investiu na transformação digital para otimizar a assistência médica. Um exemplo desse progresso é a plataforma Saúde AM em Tempo Real, que centraliza dados assistenciais e indicadores de fluxo hospitalar. Essa ferramenta não apenas amplia a transparência dos serviços prestados, mas também permite que as decisões administrativas sejam fundamentadas em evidências concretas, garantindo uma resposta mais ágil e eficiente às demandas de saúde da região.
A atualização tecnológica nos hospitais de referência possibilitou a chegada da tecnologia beira-leito ao Hospital 28 de Agosto, integrante do Complexo Hospitalar Sul. Esse sistema inovador permite o monitoramento instantâneo dos dados clínicos de cada paciente, o que eleva o nível de segurança nos cuidados médicos e torna a assistência muito mais dinâmica e eficiente.
Essas melhorias também transformaram o fluxo de trabalho em unidades estratégicas como o Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo. No local, houve uma expansão significativa na área de ortopedia e no volume de cirurgias, resultando em uma redução drástica no tempo de espera, que caiu de um mês para aproximadamente três dias. A agilidade foi reforçada pela adoção do modelo Fast Track, focado em acelerar os atendimentos urgentes. Somando-se a esses avanços, o estado inaugurou recentemente o Hospital do Sangue Idenir de Araújo Rodrigues, fortalecendo a rede de hematologia no Amazonas.
No âmbito cardiológico, a Fundação Hospital do Coração Francisca Mendes passa por sua reforma mais expressiva em quase três décadas, com um projeto que elevará sua capacidade de 147 para 204 leitos. A instituição já opera com novas estruturas, como o Hospital Dia e uma moderna clínica de cardiologia, além de um laboratório ampliado. Entre as grandes novidades tecnológicas introduzidas no SUS estadual pela unidade, destacam-se a implementação de serviços de hemodinâmica e a oferta de ressonância magnética cardíaca, garantindo diagnósticos e tratamentos de alta precisão.
As melhorias mencionadas integram um conjunto de ações que inclui o programa Opera+ Amazonas, focado na ampliação das cirurgias eletivas, e o fortalecimento da Telessaúde no estado. Essa última iniciativa foi fundamental para descentralizar a assistência médica, permitindo que o tempo médio de espera por consultas com especialistas caísse de 100 para apenas 19 dias. Graças a essa expansão tecnológica, o acesso a atendimentos qualificados foi garantido em todos os municípios amazonenses, reduzindo distâncias e agilizando o cuidado com a população.
Nova tecnologia
A Oxigenoterapia Hiperbárica baseia-se na respiração de oxigênio purificado em um local pressurizado acima dos níveis atmosféricos convencionais. Esse método eleva consideravelmente os níveis de oxigênio na corrente sanguínea, o que possibilita que o elemento chegue com mais eficácia a tecidos que apresentam dificuldades de circulação. No Hospital Delphina Aziz, essa tecnologia já superou a marca de mil procedimentos realizados em um curto período, demonstrando sua rápida integração à rotina da unidade.
As sessões, que têm duração média de uma hora e meia a duas horas, atuam como um suporte terapêutico que potencializa outras intervenções médicas, como o uso de antibióticos e procedimentos cirúrgicos. O tratamento é especialmente recomendado para quadros de intoxicações, lesões causadas por radiação, queimaduras severas e ferimentos crônicos que não cicatrizam facilmente. Além de acelerar a regeneração da pele e reduzir processos infecciosos, a técnica é uma aliada importante na prevenção de amputações e na reabilitação de pacientes em estado grave.
Para o sistema de saúde, os benefícios vão além do aspecto clínico, pois a terapia ajuda a diminuir o tempo de permanência hospitalar, otimizando a rotatividade dos leitos e reduzindo gastos com medicamentos de alta complexidade. Um exemplo prático desse impacto é o caso de Marcio Couto, de 51 anos, que utilizou o serviço após passar por uma amputação decorrente de um ferimento. Segundo ele, a principal vantagem do procedimento é a otimização do tempo, permitindo uma recuperação mais ágil que favorece o retorno precoce ao convívio familiar e à vida cotidiana, minimizando o desgaste de uma internação prolongada.
Reconhecimento nacional
A excelência do Hospital Delphina Aziz é corroborada por premiações de prestígio em todo o Brasil. Recentemente, a instituição foi laureada com o selo UTI Top Performer 2026, uma honraria destinada a centros que apresentam resultados clínicos superiores e alta eficiência no cuidado intensivo. Além disso, a unidade preserva a certificação ONA nível 3, que representa o patamar máximo de qualidade e segurança hospitalar concedido no território nacional.
Esse protagonismo é reforçado pela inclusão do hospital na rede brasileira de hospitais inteligentes do SUS. Tal posicionamento consolida o Delphina Aziz como um modelo de inovação tecnológica, reafirmando seu papel fundamental como referência em modernização e em entregas de alto padrão na saúde pública.
Fonte: www.aleam.gov.br
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