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GOVERNO REFORÇA HABITAÇÃO POPULAR COM 85 MIL NOVAS CASAS


O governo federal divulgou no fim da semana passada os projetos aprovados para a edificação de oitenta e cinco mil novas moradias por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, englobando os segmentos Rural e Entidades.



  Manaus, 16/06/2026


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GOVERNO REFORÇA HABITAÇÃO POPULAR COM 85 MIL NOVAS CASAS





O governo federal divulgou no fim da semana passada os projetos aprovados para a edificação de oitenta e cinco mil novas moradias por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, englobando os segmentos Rural e Entidades. A maior parte das unidades será instalada no campo, somando cinquenta mil habitações, enquanto o restante será erguido nas cidades para atender as populações locais. O resultado final superou em mais de sessenta por cento a meta que havia sido estipulada no planejamento original da iniciativa.

 

Para tirar as construções do papel, os aportes financeiros — que somam dez bilhões de reais — serão oriundos do Fundo de Desenvolvimento Social. No caso específico da vertente que engloba as moradias urbanas, o benefício é voltado para núcleos familiares que possuem rendimento bruto mensal de até três mil e duzentos reais. O processo de seleção e os trâmites burocráticos correm junto à Caixa Econômica Federal e contam com o protagonismo de organizações comunitárias, cooperativas e entidades sindicais, que funcionam como uma ponte entre os moradores e o banco público.

 

A liderança do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos avaliou de forma bastante positiva o modelo que envolve os movimentos sociais, pontuando que o formato reduz as barreiras burocráticas no processo de construção. Foi destacado ainda que essa sistemática permite alcançar diretamente as famílias de baixíssima renda e que enfrentam situações de severa vulnerabilidade social na ponta do sistema, garantindo a entrega de habitações bem estruturadas e com alto padrão de qualidade para quem mais necessita.

 

 

Para quem abastece a mesa

 

A vertente voltada ao campo do programa habitacional assegura verbas tanto para erguer novas residências quanto para recuperar imóveis de trabalhadores do campo que possuam rendimento familiar bruto de até cinquenta mil reais por ano. Essa linha de financiamento, que também estende o atendimento a povos originários e comunidades remanescentes de quilombos, traz como grande diferencial a possibilidade de os beneficiários realizarem as obras diretamente nos lotes e propriedades onde já residem e trabalham.

 

A liderança da Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais e Agricultores e Agricultoras Familiares apontou que essa ramificação do projeto gera transformações profundas nas áreas atendidas. Ela contextualizou que muitas dessas localidades ainda enfrentam a ausência de infraestrutura básica, como redes de energia elétrica e pavimentação asfáltica, além de uma histórica carência de assistência governamental mais próxima e simplificada.

 

Na visão da representante, a consolidação desse programa funciona como um mecanismo de reparação e justiça social para uma categoria que desempenha um papel estratégico para o país. Ela defendeu que os trabalhadores do campo assumem diariamente a responsabilidade de cultivar e fornecer os alimentos que garantem o abastecimento e a segurança alimentar das famílias brasileiras de ponta a ponta.

 

 

Alma do programa

 

Lideranças e membros de organizações ligadas às causas do campo e da habitação popular compareceram a uma cerimônia oficial na sede do Executivo federal, em Brasília, para acompanhar a formalização dos investimentos ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Durante o evento no Palácio do Planalto, o chefe de Estado dirigiu-se aos representantes destacando que a mobilização popular é o verdadeiro motor da iniciativa, sendo esses grupos os responsáveis diretos por garantir que o benefício habitacional chegue efetivamente aos lares das famílias mais desamparadas.

 

O presidente ressaltou que a liberação dos recursos atende diretamente às reivindicações históricas dos movimentos sociais e fez um apelo para que essas entidades continuem acompanhando de perto e participando ativamente de cada etapa das obras. Ele reforçou que as cobranças feitas pelas bases são legítimas e que o governo tem o compromisso de honrar as metas que foram assumidas com a população.

 

 

 

 

Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br


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