No veredicto, o juiz determinou que os acusados continuassem detidos para que a execução provisória da pena fosse iniciada sem demora.
Após uma sessão de julgamento que se prolongou por cinco dias, a 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus anunciou, na madrugada desta segunda-feira, dia 1.º de junho, a condenação dos envolvidos no assassinato de Débora da Silva Alves, de 18 anos, e do bebê que ela esperava. O réu Gil Romero Machado Batista recebeu condenação por todas as acusações apresentadas pelo Ministério Público, resultando em uma pena consolidada de 63 anos, 7 meses e 19 dias de reclusão em regime inicialmente fechado.
Por sua vez, o corréu José Nílson Azevedo da Silva foi apenado com 17 anos e 8 meses de prisão. No caso dele, os jurados decidiram desconsiderar duas das qualificadoras e o crime de feminicídio, o que fez com que sua punição fosse definida com base no crime de homicídio qualificado por motivo torpe.
Os trabalhos jurídicos foram sediados no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis e conduzidos pelo magistrado Fábio Alfaia, titular da unidade judicial. O júri popular havia começado na manhã da última quarta-feira, dia 27 de maio, e, em razão da alta complexidade das investigações e do expressivo volume de testemunhas ouvidas, as atividades foram concluídas apenas no início do dia de hoje, após profundas discussões entre a banca de acusação e os defensores dos réus.
Fonte: www.tjam.jus.br
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