O Brasil registrou um recorde em 2025, com mais de 4,12 milhões de afastamentos do trabalho por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença). Este volume é o maior contabilizado pelo Ministério da Previdência Social e pelo INSS nos últimos cinco anos, superando os índices registrados desde 2021. O aumento reflete uma tendência de alta tanto em doenças físicas tradicionais quanto em transtornos relacionados à saúde mental.
As dores nas costas (dorsalgia) continuam sendo a principal causa de licenças no país, seguidas por problemas nos discos intervertebrais e fraturas de perna ou tornozelo. No entanto, o crescimento mais expressivo ocorreu nos diagnósticos emocionais: os casos de ansiedade e depressão, quando somados, já representam a segunda maior causa de afastamento, acumulando mais de 546 mil ocorrências apenas no último ano.
Especialistas apontam que fatores como a pressão por metas abusivas, jornadas de trabalho exaustivas e a falta de suporte psicológico nas empresas têm contribuído para esse cenário. Do total de benefícios concedidos em 2025, as mulheres foram as mais afetadas, respondendo por cerca de 2,1 milhões das licenças, enquanto os homens somaram pouco mais de 2 milhões de registros.
O Brasil registrou um aumento significativo nos afastamentos por saúde em 2025, totalizando mais de 4,12 milhões de trabalhadores licenciados. Esse volume representa o maior índice desde 2021 e marca um crescimento de 15% em comparação aos 3,58 milhões de casos contabilizados em 2024, segundo dados do Ministério da Previdência Social.
Pelo terceiro ano seguido, as dores nas costas (dorsalgia) foram a principal causa de concessão de benefícios por incapacidade temporária, afetando 237.113 profissionais. Logo após, no ranking de problemas físicos, aparecem os desgastes de discos intervertebrais, com 208.727 registros, e as fraturas de perna e tornozelo, com 179.743 casos. Em todas essas categorias, os números de 2025 superaram as estatísticas do ano anterior.
O levantamento também acende um alerta para a saúde mental, que ocupou posições de destaque no ranking geral. Os transtornos de ansiedade geraram 166.489 afastamentos, enquanto episódios depressivos somaram 126.608 concessões. Assim como as doenças físicas, os agravos psicológicos mantêm uma trajetória de alta constante, evidenciando um cenário de crescente desgaste entre os trabalhadores brasileiros.
Gênero
A análise dos benefícios por incapacidade temporária em 2025 revela distinções marcantes entre os gêneros. Enquanto a principal causa de afastamento entre as mulheres foi a dor na coluna (dorsalgia), com 121.586 casos, os homens foram licenciados majoritariamente por fraturas na perna ou tornozelo, totalizando 116.235 registros.
No público feminino, os transtornos de ansiedade ocuparam a segunda posição (118.517), seguidos por problemas nos discos intervertebrais (98.305). Já entre o público masculino, a dorsalgia apareceu em segundo lugar (115.527), acompanhada pelas lesões de discos intervertebrais, como as hérnias, em terceiro (110.422).
No balanço geral do ano, as mulheres representaram a maior parcela dos beneficiários do INSS, somando mais de 2,10 milhões de concessões. Os homens, por sua vez, totalizaram pouco mais de 2,02 milhões de afastamentos, dentro do montante global de 4,12 milhões de licenças registradas no país.
Auxílio
O Auxílio por Incapacidade Temporária, substituto do antigo auxílio-doença, é um benefício federal destinado ao segurado do INSS que, por razões de saúde ou acidentes, fique impossibilitado de exercer suas atividades habituais por mais de 15 dias consecutivos. A comprovação dessa condição ocorre por meio de perícia médica, que pode ser realizada presencialmente ou via análise documental.
Dependendo do diagnóstico pericial, o trabalhador pode ser encaminhado para o benefício de incapacidade temporária ou, em casos de impossibilidade total de reabilitação, para a Aposentadoria por Incapacidade Permanente (antiga aposentadoria por invalidez). Para dar entrada no pedido, o segurado deve utilizar a plataforma oficial meu.inss.gov.br ou entrar em contato pelo telefone 135.
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br
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