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UNICEF DENUNCIA A PERMANÊNCIA DA AGRESSÃO FÍSICA INFANTIL


Uma pesquisa qualitativa promovida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância investigou os motivos que levam a agressão física a ainda ser utilizada como método disciplinar na criação de crianças no Brasil.



  Manaus, 24/09/2026


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UNICEF DENUNCIA A PERMANÊNCIA DA AGRESSÃO FÍSICA INFANTIL





Uma pesquisa qualitativa promovida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância investigou os motivos que levam a agressão física a ainda ser utilizada como método disciplinar na criação de crianças no Brasil. Divulgado nesta quinta-feira, o estudo contou com a participação de mais de duascentas pessoas, incluindo pais, mães, lideranças comunitárias e profissionais de proteção nas capitais dos estados do Rio de Janeiro, Amazonas e Pernambuco, revelando uma nítida distinção feita pelas famílias entre castigos físicos considerados leves e o espancamento severo.

 

Os dados apontam que a utilização de palmadas e beliscões é encarada por muitos cuidadores como uma prática corretiva legítima, decorrente tanto da falta de repertório sobre métodos educativos não violentos quanto da incompreensão das fases de desenvolvimento da primeira infância, período em que comportamentos naturais das crianças acabam sendo interpretados erroneamente como atitudes propositais de pirraça ou manipulação. O levantamento também indica que a violência armada no entorno comunitário induz os responsáveis a adotarem condutas mais rígidas e agressivas sob a justificativa de proteger os filhos de ameaças externas.

 

Além das questões sociais e de segurança pública, a pesquisa ressalta a influência da sobrecarga materna e do estresse socioeconômico no aumento de episódios de perda de controle e violência física no ambiente doméstico. Há também o diagnóstico de uma deficiência na formação das redes públicas de apoio, cujos profissionais muitas vezes não identificam as punições corporais como uma violação que exige intervenção e orientação às famílias. Para transformar esse cenário, a instituição recomenda a incorporação da parentalidade protetiva nas políticas públicas para a infância, o financiamento de iniciativas direcionadas aos grupos mais vulneráveis, o fortalecimento da atuação de lideranças locais e o desenvolvimento de campanhas informativas que ofereçam alternativas práticas de conscientização sem punições corporais.

 

 

 

 

Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br


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