O governo disponibiliza uma ferramenta tecnológica voltada para o monitoramento contínuo de crianças indígenas que se encontram na faixa etária entre o nascimento e os dez anos de idade. Esse mecanismo possibilita que os órgãos de saúde e assistência acompanhem de perto o crescimento e o bem-estar desses jovens, garantindo que as especificidades culturais e geográficas de cada aldeia sejam respeitadas. Por meio dessa plataforma de supervisão, torna-se possível identificar necessidades nutricionais ou de vacinação de forma mais ágil, assegurando uma proteção integral à infância nas comunidades originárias durante sua fase mais crítica de desenvolvimento.
Uma nova iniciativa do Ministério da Saúde, coordenada pela Secretaria de Saúde Indígena, reforça as estratégias de cuidado e proteção voltadas aos povos originários. Trata-se da implementação do módulo inaugural de Monitoramento do Desenvolvimento na Infância, integrado ao Sistema de Atenção à Saúde Indígena. O lançamento oficial ocorre nesta segunda-feira, na capital federal, apresentando um recurso tecnológico capaz de organizar e fornecer dados precisos para o gerenciamento da saúde das crianças.
De acordo com a diretora Putira Sacuena, do Departamento de Atenção Primária, a ferramenta possibilita uma supervisão completa de indivíduos desde o nascimento até a primeira década de vida. O objetivo central é detectar de maneira antecipada patologias comuns nessa fase e identificar indicadores de risco para condições específicas, como o transtorno do espectro autista. Além disso, o monitoramento auxilia na percepção de contextos de vulnerabilidade social e possíveis indícios de violência, permitindo intervenções mais rápidas.
Esse projeto também visa estreitar os laços entre diferentes frentes de atuação, promovendo a integração entre a assistência básica e a vigilância sanitária. Um ponto fundamental da proposta é o reconhecimento do saber tradicional, estabelecendo uma comunicação direta e respeitosa com os especialistas das medicinas indígenas para potencializar o cuidado nas aldeias.
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br
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