Apesar de os indicadores apontarem uma queda no número de casos de dengue no Amazonas em relação ao ano de 2024, o deputado estadual Roberto Cidade, que preside a Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), reforça que a vigilância e os cuidados preventivos contra as arboviroses não devem ser interrompidos. O parlamentar é o idealizador da Lei Ordinária nº 7.456/2025, uma legislação específica voltada para a implementação de estratégias que combatam a propagação dessas doenças e protejam, prioritariamente, o grupo das gestantes no estado.
Segundo o presidente da Aleam, embora os registros atuais sejam menores, enfermidades como dengue, zika e chikungunya permanecem como desafios críticos para a saúde pública. Ele ressalta que as mulheres grávidas enfrentam riscos acentuados, uma vez que tais infecções podem evoluir para quadros clínicos graves, provocando episódios de aborto, nascimentos antecipados ou malformações nos recém-nascidos, a exemplo da síndrome congênita causada pelo zika vírus. Nesse sentido, Roberto Cidade defende que a intensificação do controle e das ações preventivas é a maneira mais eficaz de garantir a segurança e o bem-estar de mães e filhos diante dessas ameaças biológicas.
De acordo com as diretrizes da legislação proposta pelo parlamentar, as unidades de saúde em todo o Amazonas, sejam elas da rede pública ou privada, têm agora a obrigação de integrar orientações específicas ao pré-natal. Esse atendimento deve incluir esclarecimentos detalhados sobre as ameaças que as arboviroses representam tanto para a integridade física da mãe quanto para a formação saudável do feto. Complementando essa medida informativa, o Estado fica responsável pela distribuição gratuita de repelentes com eficácia certificada para todas as mulheres grávidas atendidas pelo sistema público.
Além do fornecimento de insumos e informações, a nova norma estabelece um sistema de monitoramento contínuo. As gestantes que ingressarem na rede estadual de saúde passarão por um acompanhamento rigoroso que se estende desde a descoberta da gravidez até o período pós-parto, garantindo que qualquer suspeita ou confirmação de infecção receba o tratamento adequado e preventivo. O deputado reforça que o foco central dessas ações é mitigar a incidência de patologias evitáveis, oferecendo mais segurança durante o desenvolvimento gestacional.
Apesar dos esforços legislativos e da redução nos índices gerais apontada pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), o cenário ainda exige cautela. O boletim epidemiológico mais recente revela que a dengue permanece como a principal preocupação entre as doenças transmitidas pelo mosquito, somando 4.667 diagnósticos confirmados no estado durante o ano de 2025. Esses números reforçam a necessidade das medidas de proteção ativa previstas em lei para evitar que a queda nos registros resulte em um relaxamento perigoso nos cuidados preventivos.
O boletim epidemiológico atual traz um alerta importante sobre a chikungunya, que apresentou uma escalada preocupante no Amazonas. Em 2025, o estado registrou 156 casos confirmados da doença, espalhados por 26 municípios, com maior incidência nas regiões do interior. Esse número representa um salto de aproximadamente 290% em relação ao ano anterior, quando foram contabilizadas apenas 40 ocorrências, evidenciando uma expansão acelerada da enfermidade no território amazonense.
Em contrapartida, os dados sobre o vírus zika mostram uma tendência favorável, com uma queda de 68% nos diagnósticos positivos. O total de casos recuou de 77, em 2024, para apenas 25 registros no ano corrente, mantendo a circulação do vírus em patamares reduzidos e restrita a poucas localidades.
Quanto a outras febres hemorrágicas e virais, o cenário é de controle ou declínio acentuado. A febre do Oropouche, que teve um surto expressivo de mais de 3 mil casos em 2024, não apresentou nenhum registro confirmado até o momento em 2025. Já a febre do Mayaro seguiu um ritmo de queda superior a 50%, diminuindo de 122 para 60 casos confirmados, com incidências consideradas apenas pontuais e isoladas no estado.
Para diminuir a probabilidade de propagação dos mosquitos causadores da doença é necessário:
- Fazer a limpeza de quintais;
- Evitar o acúmulo de matéria orgânica;
- Usar repelentes;
- Esvaziar garrafas PET, potes e vasos;
- Guardar pneus em locais cobertos;
- Fazer a limpeza das calhas de casa;
- Manter a caixa d’água, tonéis e outros reservatórios de água bem fechados;
- Amarrar bem os sacos de lixo.
Fique de olho nos sintomas mais comuns associados à dengue:
- Febre alta;
- Dor no corpo e nas articulações;
- Dor atrás dos olhos;
- Mal-estar;
- Dor de cabeça;
- Manchas vermelhas no corpo.
Fonte: www.aleam.gov.br
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