O valor do barril de petróleo do tipo Brent superou a barreira dos US$ 100 pela primeira vez desde maio, impulsionado pela intensificação do conflito no Oriente Médio e pela interrupção das duas maiores vias de transporte da commodity na região. O cenário agravou-se na quinta-feira (23), quando o grupo rebelde iemenita Houthi, apoiado pelo Irã, atacou com drones e mísseis dois petroleiros da Arábia Saudita que tentavam cruzar o Estreito de Bab el-Mandeb — rota responsável pela passagem de 7% do suprimento global de petróleo. Apesar do incêndio nas embarcações confirmado pela imprensa saudita, os tripulantes foram resgatados sem ferimentos.
Em resposta e como apoio aos sauditas, a administração do presidente Donald Trump indicou a formalização de um pacto para transferência de tecnologia nuclear civil. Contudo, o próprio presidente condicionou o avanço do projeto à entrada da Arábia Saudita nos Acordos de Abraão para a normalização diplomática com Israel, embora a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, tenha ponderado que tal cláusula não foi debatida diretamente e defendeu os ganhos norte-americanos com a parceria.
A escalada bélica inclui o 12º dia consecutivo de investidas aéreas dos Estados Unidos contra o território iraniano, acompanhadas da promessa de retaliação aos atos dos Houthis no Mar Vermelho. Com despesas operacionais já estimadas em US$ 37,5 bilhões pelo Pentágono, o Executivo estadunidense solicitou ao Congresso um aporte suplementar de US$ 67 bilhões para manter as operações. Em contrapartida, forças iranianas dispararam drones contra três instalações militares dos Estados Unidos no Kuwait, com impacto registrado na fronteira com o Iraque, sem deixar vítimas.
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br
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