Durante as reuniões do G7 realizadas na França na última quarta-feira, dia 17, as discussões centrais giraram em torno do crescimento econômico equilibrado, contando com a participação do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, como convidado nas sessões que culminaram na divulgação de diversos comunicados conjuntos. O mandatário do Brasil também esteve presente em um debate reservado à imprensa sobre inteligência artificial, dividindo a mesa com chefes de Estado e presidentes de gigantes tecnológicas, a exemplo de Sam Altman, da OpenAI, e Dario Amodei, da Anthropic.
Desse diálogo, surgiu um documento focado na segurança digital de menores de idade e no fortalecimento do controle parental na internet, iniciativa que recebeu a adesão formal do governo brasileiro no enfrentamento aos perigos cibernéticos e da inteligência artificial. Na mesma data, Lula cumpriu uma agenda de reuniões bilaterais com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com o presidente do Egito, Abdul Al-Sisi. Este último também se reuniu com Donald Trump para tratar dos impactos gerados pela construção de uma usina hidrelétrica na Etiópia, obra que vem afetando o abastecimento egípcio ao provocar a queda no volume de água do Rio Nilo.
No encontro, Trump reiterou as bases de um pacto para encerrar as hostilidades com o Irã, enfatizando que o país persa não terá acesso a armamentos nucleares e desmentindo boatos sobre a existência de um fundo de 300 bilhões de dólares custeado por nações aliadas para essa finalidade.
Paralelamente, os integrantes do bloco econômico demonstraram consenso quanto à urgência de descentralizar o fornecimento global de insumos essenciais, com foco em terras raras, estabelecendo a meta de diminuir a dependência de fornecedores consolidados como o mercado chinês para uma fatia inferior a 60% até o ano de 2030, além de lançarem uma coalizão voltada à sustentabilidade e governança na extração desses minérios estratégicos. O G7 também firmou um pacto rigoroso contra o crime organizado, o narcotráfico e as estruturas financeiras por trás do tráfico de pessoas.
Avaliando o cenário diplomático, o representante alemão Friedrich Merz salientou aos jornalistas que o grupo obteve um feito inédito na atual gestão de Donald Trump ao consolidar um posicionamento unificado de segurança e política externa. Esse alinhamento resultou na renovação do suporte irrestrito à Ucrânia, prevendo o reforço de seus sistemas de proteção aérea e a avaliação de autorizações para a fabricação de armamentos em solo ucraniano. Por fim, no panorama do Oriente Médio, as potências globais comemoraram o entendimento firmado entre o governo norte-americano e as autoridades iranianas para frear o desenvolvimento de armas atômicas, ao mesmo tempo em que exigiram a interrupção imediata dos confrontos armados no território do Líbano.
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br
|