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ONU APONTA RECORDE DE VÍTIMAS INFANTIS EM CONFLITOS NESTE ANO


O balanço anual da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre violações graves contra menores em cenários de guerra revelou que o ano de 2025 registrou o maior contingente de crianças vítimas de conflitos armados da história.



  Manaus, 23/06/2026


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ONU APONTA RECORDE DE VÍTIMAS INFANTIS EM CONFLITOS NESTE ANO





O balanço anual da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre violações graves contra menores em cenários de guerra revelou que o ano de 2025 registrou o maior contingente de crianças vítimas de conflitos armados da história. O documento oficial, apresentado nesta semana pelo secretário-geral António Guterres, aponta uma mudança de padrão em relação aos levantamentos anteriores, indicando que as forças armadas oficiais e os aparatos militares dos Estados foram os principais responsáveis pelos abusos, superando a atuação de milícias, facções extremistas, gangues e grupos armados ilegais.

 

No total, as Nações Unidas confirmaram mais de 38 mil violações graves ao longo do período, impactando diretamente pelo menos 15 mil meninos e cerca de 8 mil meninas. Desse montante global, a região de Israel e dos Territórios Palestinos Ocupados concentrou sozinha 12 mil ocorrências. O relatório destaca ainda a gravidade da crise humanitária na Faixa de Gaza, onde a fome foi declarada formalmente em agosto, resultando na morte de ao menos 113 crianças por desnutrição crônica, além de óbitos provocados pelo frio extremo e por enfermidades que poderiam ser evitadas.

 

 

Vítimas da tecnologia

 

Outra constatação inédita trazida pelo documento é o forte impacto gerado pelas inovações tecnológicas nos teatros de guerra, destacando-se o emprego de drones e de ferramentas de Inteligência Artificial para a seleção de alvos. De acordo com os apontamentos da ONU, essa modernização militar reduziu consideravelmente a supervisão humana na execução dos bombardeios, elevando o número de vítimas infantis em regiões com alta concentração demográfica.

 

O levantamento detalha ainda o aliciamento e recrutamento de mais de 6,5 mil menores de idade ao redor do mundo. No cenário da Ucrânia, por exemplo, forças russas utilizaram crianças como informantes com o objetivo de capturar imagens de instalações de infraestrutura ou executar ações incendiárias. Já no Sudão, cujo conflito armado completou três anos, registrou-se uma escalada severa nos índices de violência — com ênfase nas agressões de cunho sexual —, além de investidas deliberadas contra instituições de ensino e unidades hospitalares promovidas por ambos os lados em combate. Diante desse panorama crítico, as Nações Unidas fizeram uma convocação global de urgência para garantir que as tecnologias bélicas operem sob estrito domínio humano e para que a comunidade internacional amplie os aportes financeiros voltados à proteção da infância, que sofreu uma retração nas doações no último ano.

 

 

 

 

 

 

Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br


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