Os minerais considerados críticos e estratégicos já representam mais da metade dos empregos da mineração brasileira. Conforme dados de 2025 da Agência Nacional de Mineração (ANM), o setor concentra mais de 129 mil postos de trabalho, o equivalente a 57% das aproximadamente 226 mil vagas existentes na indústria extrativa mineral do país.
Entre 2023 e 2025, o número de trabalhadores nessas atividades aumentou 8,6%. Desse total, cerca de 30 mil profissionais possuem formação de nível superior. Em relação à distribuição por gênero, as mulheres correspondem a 22% dos empregados, enquanto os homens representam os outros 78%.
Essas informações fazem parte do Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, apresentado pela ANM nesta quarta-feira (14). A plataforma permite que os interessados consultem os dados do setor de acordo com o estado, o município e o tipo de substância mineral explorada.
Entre os municípios com maior número de trabalhadores nessas atividades, Parauapebas, no Pará, ocupa a primeira posição, com mais de 8,2 mil empregados. Em seguida aparece Nova Lima, em Minas Gerais, com um quantitativo semelhante, enquanto Congonhas, também localizada em território mineiro, registra mais de 7 mil profissionais. Em Nova Lima, mais da metade dos trabalhadores do setor possui diploma de ensino superior.
Os dados referentes a 2025 também revelam diferenças salariais conforme o nível de escolaridade. Profissionais com ensino fundamental recebiam remuneração mediana de aproximadamente R$ 3,2 mil, enquanto aqueles com ensino médio tinham rendimento de cerca de R$ 4,1 mil. Entre os trabalhadores com formação superior, o valor mediano se aproximava de R$ 12 mil.
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br
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