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IPEA APONTA POUCA PRESENÇA INDÍGENA NA LIDERANÇA DE PESQUISAS


Atualmente, o Brasil conta com 252 indígenas ocupando cargos de liderança em grupos de pesquisa, o que corresponde a apenas 0,38% do total de cientistas nessa categoria.



  Manaus, 19/04/2026


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IPEA APONTA POUCA PRESENÇA INDÍGENA NA LIDERANÇA DE PESQUISAS





Atualmente, o Brasil conta com 252 indígenas ocupando cargos de liderança em grupos de pesquisa, o que corresponde a apenas 0,38% do total de cientistas nessa categoria. Esse índice revela uma disparidade em relação à demografia nacional, já que, segundo o censo do IBGE de 2022, os povos originários representam 0,83% da população total do país. Esses líderes exercem um papel crucial na construção do saber, pois são responsáveis por estabelecer as diretrizes de investigação, escolher os temas prioritários e selecionar os integrantes das equipes, incluindo a orientação de novos acadêmicos.

 

Conforme as normas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, cabe a esses coordenadores a criação e a manutenção das informações de seus grupos no Diretório de Grupos de Pesquisa da Plataforma Lattes, sistema que valida a produção científica brasileira. O cenário de baixa representatividade indígena nessas funções de comando foi detalhado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em um estudo recente publicado no boletim Radar, que analisou a trajetória dessas lideranças nas diversas áreas do conhecimento entre os anos de 2000 e 2023.

 

 

Crescimento com predomínio masculino

 

Embora os números mostrem que o total de líderes indígenas saltou de 46 em 2000 para 252 em 2023, representando um aumento percentual de 0,25% para 0,38%, o estudo do Ipea indica que a presença masculina ainda é predominante na maioria das áreas acadêmicas. A única exceção a essa tendência ocorre nas ciências da vida, que englobam setores como saúde, biologia, biotecnologia e ciências agrárias, onde o perfil das lideranças apresenta uma configuração diferente.

 

O diagnóstico foi elaborado pelo pesquisador Igor Tupy e pelo analista Tulio Chiarini, que agora planejam avançar para uma fase qualitativa da investigação. O objetivo dos especialistas é entrevistar esses cientistas para mapear seus percursos profissionais e os obstáculos superados. Conforme destacado por Chiarini em comunicado oficial, a intenção é compreender como esses acadêmicos estabelecem sua autoridade no meio científico e de que maneira suas visões de mundo particulares enriquecem, complementam ou questionam os métodos tradicionais da ciência.

 

 

 

Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br


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