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ENCONTRO DA ONU DISCUTIRÁ QUEDA NA CONSERVAÇÃO DE ESPÉCIES MIGRATÓRIAS


A partir do dia 23 de março, a cidade de Campo Grande passará a sediar uma conferência que reunirá diversos participantes para discutir temas relevantes.



  Manaus, 09/03/2026


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ENCONTRO DA ONU DISCUTIRÁ QUEDA NA CONSERVAÇÃO DE ESPÉCIES MIGRATÓRIAS





A partir do dia 23 de março, a cidade de Campo Grande passará a sediar uma conferência que reunirá diversos participantes para discutir temas relevantes. O evento está programado para iniciar suas atividades nessa data, transformando a capital sul-mato-grossense no centro das atenções para os desdobramentos e debates previstos no cronograma. 

 

A capital sul-mato-grossense, Campo Grande, prepara-se para sediar a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres, também conhecida como COP15, com início agendado para o dia 23 de março. Durante uma semana inteira, o município concentrará as discussões e deliberações mundiais focadas na preservação de animais que realizam grandes deslocamentos entre variados ecossistemas. Este fórum global ocorre a cada biênio e conta com a participação de delegados de 132 nações, além da União Europeia, todos vinculados à Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres. Estabelecido originalmente em 1979, esse tratado internacional visa salvaguardar a biodiversidade e os corredores migratórios, buscando atenuar as consequências prejudiciais decorrentes da poluição e do aquecimento global.

 

De acordo com as perspectivas de Amy Fraenkel, secretária executiva da CMS, os pontos centrais da COP15 estarão fundamentados nas evidências científicas detalhadas no primeiro relatório sobre a situação das espécies migratórias no planeta, documento este que foi introduzido na edição anterior do evento, realizada em Samarcanda, no Uzbequistão. Complementando esse cenário, Kelly Malsch, chefe de Conservação da Natureza do Pnuma, ressalta que as análises apontam para uma retração de 24% no status de conservação desses animais. Esse dado alarmante revela que, atualmente, uma em cada quatro espécies catalogadas pela convenção já se encontra em alguma categoria de ameaça de extinção na classificação global.

 

Esses números indicam um crescimento de 2% em comparação aos dados apresentados na COP14, realizada em 2024. O cenário torna-se ainda mais preocupante ao observar que a fatia de espécies com populações em processo de redução saltou de 44% para 49%. De acordo com a secretária, todo esse diagnóstico é fundamentado em uma análise detalhada da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN, considerada a fonte global mais completa e rigorosa para verificar a situação de conservação da fauna em todo o planeta. 

 

Ação

 

Conforme explica Amy Fraenkel, o debate atual sobre esses dados foca na dimensão prática da implementação de políticas públicas nacionais, visando combater diretamente problemas como a captura ilegal, o manejo insustentável e a pesca acidental de espécies que já se encontram sob ameaça. Outro ponto central das discussões é o fortalecimento da conectividade ecológica, uma estratégia fundamental para enfrentar a fragmentação e a destruição de habitats naturais. Além disso, a pauta da conferência abrange medidas específicas que incluem planos de conservação geograficamente direcionados e a análise criteriosa da infraestrutura terrestre e oceânica, com o objetivo de apoiar a expansão de energias renováveis de modo que os impactos negativos sobre a fauna migratória sejam minimizados.

 

A secretária executiva destaca ainda que a gestão da poluição e as consequências das mudanças climáticas permanecem como prioridades, sendo subsidiadas por novos estudos científicos que qualificarão o monitoramento global. Além da atualização do relatório sobre o estado das espécies migratórias, a abertura do evento no Brasil marcará o lançamento de dois documentos inéditos e relevantes: um focado em peixes migratórios de água doce e outro sobre os efeitos da mineração em águas profundas para a vida marinha.

 

A agenda da COP15 em Campo Grande é descrita como ambiciosa, contando com mais de uma centena de itens para adoção, entre os quais se destaca a proposta de inclusão de 42 novas espécies sob a proteção da convenção. Espera-se que o governo brasileiro, na condição de anfitrião, exerça uma forte liderança política para impulsionar tanto essas novas adesões quanto o reforço de medidas de conservação que já estão em curso em escala mundial.

 

Importância das espécies

 

O Brasil integra a convenção desde outubro de 2015, consolidando-se como um território estratégico, já que abriga rotas fundamentais para quase 1,2 mil espécies protegidas pelo acordo, abrangendo desde aves e mamíferos até peixes, répteis e insetos. A movimentação constante desses animais desempenha um papel ecológico vital, sendo responsável pelo transporte de nutrientes e pela dispersão de sementes, além de funcionar como um termômetro natural que indica a saúde dos diversos ecossistemas atravessados durante as migrações.

 

Entretanto, a integridade dessas trajetórias enfrenta desafios severos, como a degradação de habitats e a exploração excessiva, fatores que elevam consideravelmente o risco de extinção para muitas populações. Diante dessa realidade, a estrutura da CMS organiza as espécies em categorias distintas para direcionar os esforços de proteção: o Anexo 1 agrupa aquelas que já se encontram sob ameaça direta, enquanto o Anexo 2 lista as espécies que apresentam uma situação de conservação desfavorável e demandam cooperação internacional imediata para evitar um declínio maior.

 

 

 

 

Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br


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