A campanha do presidente Lula, do PT, entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dentro do prazo estabelecido, os documentos referentes à abertura dos sigilos do candidato, de seus familiares e de empresas relacionadas ao acordo. A documentação foi protocolada por volta das 21h, antes do encerramento do prazo, que terminava às 23h59 de quarta-feira. Até o momento, a equipe de Flávio Bolsonaro ainda não havia se pronunciado sobre a entrega dos documentos.
A discussão sobre a divulgação dos dados começou no último domingo, durante o debate promovido pela Band, quando Lula desafiou Flávio Bolsonaro a tornar públicos os registros bancários e telefônicos. O candidato do PL concordou, mas apresentou quase 20 condições para aceitar a proposta. Lula aceitou as exigências, mas o impasse acabou sendo encaminhado ao ministro André Mendonça, do TSE, responsável pela relatoria do caso. Mais cedo, o magistrado havia esclarecido que os candidatos podem divulgar voluntariamente seus próprios dados sigilosos, sem depender de autorização judicial.
Após entregar a documentação, a equipe de Lula afirmou que a divulgação das informações não precisa de uma decisão da Justiça. Apesar disso, solicitou que os dados dos dois candidatos sejam publicados simultaneamente e de forma completa, sem que cada um escolha quais informações deseja tornar públicas. A campanha também pediu que o TSE acompanhe o procedimento e atue como mediador imparcial para garantir o cumprimento do acordo firmado entre as partes.
Enquanto representantes de sua campanha compareciam ao tribunal, Lula participava de uma transmissão ao vivo ao lado do deputado André Janones, em um canal conhecido como Exército de Lula, que reúne mais de oito milhões de seguidores. Durante a transmissão, o número de espectadores simultâneos ultrapassou 1,5 milhão em seu momento de maior audiência. Ao encerrar a participação, o presidente fez um apelo aos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno por opção ou por não se identificarem com nenhum dos candidatos. Lula pediu que essas pessoas votem no domingo, destacando especialmente os cidadãos com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo, e incentivando uma reflexão sobre o país que desejam deixar para as próximas gerações.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, cancelou a transmissão ao vivo que costumava realizar às quintas-feiras durante a campanha. A decisão ocorreu em razão do aniversário de sua esposa, Fernanda Bolsonaro. Para esta sexta-feira, os dois candidatos estão concentrados em reuniões com suas equipes, realizando preparativos, treinamentos e avaliações para o debate da TV Globo, marcado para a noite. O encontro será o último confronto entre os presidenciáveis antes da votação do segundo turno, no domingo.
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br
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