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ATEM INTENSIFICA PLANEJAMENTO DA SECA COM DADOS CLIMÁTICOS DA UEA


Com foco na segurança de suas operações, o Grupo Atem estruturou um reforço estratégico em suas ações de logística para enfrentar o período de seca na Região Norte.



  Manaus, 15/06/2026


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ATEM INTENSIFICA PLANEJAMENTO DA SECA COM DADOS CLIMÁTICOS DA UEA





Com foco na segurança de suas operações, o Grupo Atem estruturou um reforço estratégico em suas ações de logística para enfrentar o período de seca na Região Norte. Para isso, a empresa passou a apoiar diretamente os trabalhos desenvolvidos pelo Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre (LABCLIM), pertencente à Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A cooperação tem como finalidade expandir o potencial de acompanhamento e prognóstico das variáveis meteorológicas e do nível dos rios locais, gerando dados cruciais para que o planejamento e o fornecimento de combustíveis no estado não sofram interrupções.

 

À medida que a temporada de descida das águas se aproxima, a organização prioriza o monitoramento contínuo das condições ambientais como um pilar essencial de sua gestão de riscos operacionais. Essa vigilância antecipada visa identificar de forma prévia gargalos que possam comprometer o tráfego de embarcações, permitindo a execução de planos de contingência aptos a manter o fluxo de distribuição ativo, mesmo sob forte recessão hídrica.

 

Como parte dessa preparação, integrantes da distribuidora estiveram presentes, no começo de junho de 2026, na divulgação do panorama climático e hidrológico para o restante do ano elaborado pelo LABCLIM/UEA. O debate ocorreu no auditório da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e contou com a participação de indústrias do polo fabril de Manaus e de lideranças de diversos ramos da economia, interessadas nas previsões sobre o volume das bacias hidrográficas da Amazônia.

 

Durante o evento na Suframa, o superintendente de Operações do Grupo Atem, Alexandre Nascimento, pontuou que, embora as análises atuais desenhem um quadro propício e seguro para as hidrovias, a dinâmica climática amazônica é marcada por oscilações abruptas, o que torna indispensável o acompanhamento técnico permanente dos indicadores.

 

O monitoramento climático amplia nossa capacidade de antecipação e tomada de decisão, permitindo ajustar estoques, transporte e operações antes que eventuais restrições de navegabilidade impactem o abastecimento. Trabalhamos com planejamento permanente e iniciamos nossa preparação com antecedência, justamente para garantir segurança operacional e continuidade do atendimento aos nossos clientes”, afirma. 

 

A estratégia preventiva do Grupo Atem engloba desde o pessoal de campo e da logística até a cúpula executiva, assegurando que deliberações cruciais ocorram antes que a redução do nível dos rios comprometa o fluxo fluvial. O conjunto de medidas preventivas engloba o adiantamento de remessas, a ampliação do inventário de produtos nas bases de distribuição e nos próprios clientes, além da preservação de reservas de segurança estocadas tanto em estruturas terrestres quanto em comboios navais. Esse monitoramento geográfico é ininterrupto, o que dá flexibilidade para ajustar as rotas e volumes conforme o comportamento diário das águas. Com a parceria estabelecida com o LABCLIM/UEA, a distribuidora agrega dados científicos ainda mais robustos para embasar suas decisões preventivas.

 

Os relatórios técnicos gerados pelo laboratório apontam, no momento, para uma vazante dentro da normalidade e moderada, o que deve manter as condições de tráfego fluvial seguras na maior parte da temporada de seca. Embora os meteorologistas monitorem a possível configuração do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026, os modelos atuais descartam um colapso na navegabilidade da bacia amazônica. Apesar do prognóstico otimista, os boletins de vazante e cheia passam por revisões periódicas para captar qualquer alteração abrupta no ecossistema.

 

O planejamento logístico dedica atenção redobrada a duas localidades críticas e historicamente complexas para o transporte de cargas de grande calado na região, que são a Costa do Tabocal, trecho do Rio Amazonas onde o acúmulo de sedimentos e a descida das águas costumam reter grandes embarcações, e a Enseada do Madeira, zona crucial de escoamento que, sob forte estiagem, impõe severas restrições de peso e calado para os navios e balsas de combustível que abastecem a capital amazonense.

 

Caso o nível dos rios atinja patamares críticos, a Atem conta com um portfólio de manobras operacionais já validadas em secas extremas anteriores. Entre os recursos disponíveis estão o processo de aliviamento de carga por meio de transbordo no município de Itacoatiara, o emprego de balsas de menor calado acopladas a sistemas de bombeamento para a transferência do combustível, e o deslocamento prévio de maquinários e ativos estratégicos para pontos estratégicos da calha do rio.

 

De acordo com o vice-presidente de Distribuição e Operações do Grupo Atem, Guilherme Santana, essa leitura constante e minuciosa dos fatores climáticos consolida a habilidade da empresa de se antecipar aos problemas logísticos, blindando o estado contra o desabastecimento de energia e combustíveis.

 

“A Amazônia apresenta desafios logísticos únicos, que exigem planejamento contínuo, capacidade de adaptação e decisões baseadas em informação qualificada. O apoio ao LABCLIM/UEA fortalece nossa capacidade de antecipação e complementa uma estratégia construída ao longo de décadas de atuação na região para garantir o abastecimento mesmo em cenários adversos”, afirma. 

 

Conforme as projeções do LABCLIM/UEA, as análises de modelagem indicam um intervalo de aproximadamente 113 dias em que a navegabilidade de longo curso deve ocorrer sem gargalos severos na região, garantindo o fluxo contínuo de insumos para o Polo Industrial de Manaus. Somente após o encerramento desse período é que pontos considerados críticos, como os trechos do Tabocal e do Rio Madeira, devem passar a demandar um cuidado logístico e operacional mais rigoroso por parte das empresas, em razão do declínio esperado no volume dos rios.

 

A relevância desse acompanhamento meteorológico e fluvial se mostra ainda mais evidente diante do fato de que o modal hidroviário é a principal artéria de integração econômica do estado, sendo responsável pela movimentação de cerca de 85% de toda a carga e mercadorias que abastecem o parque fabril da capital amazonense. Esse cenário evidencia a necessidade de ações preventivas integradas para blindar o setor produtivo e assegurar a estabilidade das linhas de suprimento locais ao longo do ano.

 

 

Sobre o Grupo Atem

 

O Grupo Atem é um dos maiores conglomerados empresariais do setor de combustíveis e logística do Brasil, com raízes no Amazonas e uma trajetória marcada por empreendedorismo e inovação. Sua estrutura integrada abrange operações em distribuição de combustíveis, transporte fluvial e rodoviário, refino e construção naval, assegurando soluções completas de abastecimento e logística para postos parceiros, indústrias, produtores de energia e o agronegócio. O grupo se destaca pela robustez de sua operação, pela forte presença na Região Norte e pelo apoio a iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional e à pesquisa ambiental na Amazônia. 

 

 

 

 

Fonte: www.atem.com.br


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