A Defesa Civil Nacional aprovou um novo repasse de recursos para enfrentar os incêndios florestais e os efeitos da estiagem no Amazonas. Ao todo, mais de R$ 21 milhões foram autorizados para nove planos de trabalho. Enquanto isso, as aulas presenciais continuam suspensas em Manaus, e 46 municípios amazonenses permanecem em situação de emergência.
As portarias publicadas autorizam a liberação de mais R$ 3,5 milhões para quatro municípios: Rio Preto da Eva, Nhamundá, Benjamin Constant e Amaturá. No sábado (17), outros R$ 14 milhões já haviam sido destinados ao estado. Equipes técnicas da Defesa Civil Nacional estão no Amazonas desde o dia 11, acompanhando a situação e auxiliando nas ações de resposta à crise.
No domingo (18), o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional anunciou o reforço da estrutura de combate aos incêndios e à estiagem no interior do estado. A frota aérea passou de 11 para 16 aeronaves, além da mobilização de dois navios e do aumento das equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Na capital amazonense, que possui mais de 2,3 milhões de habitantes e é a cidade mais populosa da Região Norte, as aulas presenciais da rede municipal continuam suspensas nesta terça-feira (20). A interrupção das atividades escolares já dura mais de dez dias. O governo estadual também prorrogou a suspensão até sexta-feira (23), abrangendo as escolas da rede estadual e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), a situação é semelhante.
A qualidade do ar também preocupa. Na manhã desta terça-feira (20), dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental indicavam condições classificadas como muito ruins em Manaus e Parintins. Os níveis de poluição chegaram a ser até duas vezes superiores ao limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Outros municípios amazonenses também registraram índices de qualidade do ar acima dos padrões recomendados, evidenciando a gravidade dos impactos provocados pela fumaça dos incêndios florestais.
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br
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