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EUA SANCIONAM BRASILEIROS POR SUPOSTA LIGAÇÃO COM O PCC


Em uma ação inédita, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos aplicou sanções contra dois cidadãos brasileiros e quatro empresas localizadas no Brasil e em Portugal, sob a acusação de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).



  Manaus, 04/07/2026


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 EUA SANCIONAM BRASILEIROS POR SUPOSTA LIGAÇÃO COM O PCC





Em uma ação inédita, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos aplicou sanções contra dois cidadãos brasileiros e quatro empresas localizadas no Brasil e em Portugal, sob a acusação de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A medida representa a primeira punição formal de Washington direcionada a brasileiros desde que, ainda na gestão do governo Trump, as facções criminosas do país foram classificadas como organizações terroristas. Os alvos da operação são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, residentes em São Paulo. De acordo com as investigações do governo norte-americano, Shimada atuava como intermediário entre membros da facção baseados na Flórida e traficantes globais, utilizando criptomoedas para lavar e transferir mais de US$ 30 milhões para o território brasileiro, enquanto Stella, sua parente e ex-secretária, fornecia o suporte logístico necessário para recolher montantes expressivos em dinheiro vivo.

 

Os relatórios do Tesouro dos EUA também apontam que Shimada já cumpria prisão domiciliar no Brasil desde janeiro de 2025, devido a suspeitas de que utilizava uma de suas companhias para mascarar recursos obtidos por meio de uma fraude publicitária envolvendo um clube de futebol. Diante do envolvimento nos esquemas, as autoridades americanas determinaram o bloqueio de quatro corporações vinculadas ao empresário: as paulistas Victory Trading e Pixwave — voltadas ao setor financeiro —, a construtora Wave, também de São Paulo, e a firma de transporte e armazenagem Avenidas Flutuantes, instalada nas proximidades de Lisboa, em Portugal.

 

O subsecretário do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira, Gene Lange, declarou oficialmente que a intervenção tem o propósito de conter a expansão das atividades do PCC nos Estados Unidos e frear a consolidação do crime organizado do Hemisfério Ocidental no país. O trabalho investigativo que culminou nas restrições foi coordenado pela Força-Tarefa do Departamento de Segurança Interna, contando com a colaboração do escritório do FBI em Miami e da divisão de combate à lavagem de dinheiro do Departamento de Justiça norte-americano. Como consequência imediata das sanções estabelecidas, todos os patrimônios e bens que os envolvidos possuam em solo americano foram congelados, e qualquer indivíduo ou entidade financeira que realizar transações comerciais com os sancionados estará sujeito a penalidades severas.

 

 

 

Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br


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